“Talvez eu seja um pouco de tudo que já li. Um pouco de tudo que meu olhar já aprendeu do mundo. Um pouco das belas músicas. Um pouco daqueles que me são queridos. Um pouco de múltiplos sentimentos e algumas fraquezas. Talvez eu seja um pouco do que você deixou em mim, mas em essência, o muito da minha essência, é algo delicado e misterioso…”
— Rubem Alves
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Você me conhece, e sabe que eu não sou assim o tempo todo. Eu surto mesmo, falo mesmo, brigo mesmo. Não é por mal sabe? Mas as vezes as coisas saem do eixo, e eu me estresso. Sabe quando eu te mando uma mensagem no celular e você demora pra responder? Porra, isso me irrita pra caralho! Porque não pega o celular e me responde? Diz um: Espera ai, já respondo. Qualquer coisa! Um “To cagando”, “to mijando”. Mas me responde, porra! Eu sei que sou meio doida, meio louca. Mas você não pode negar que eu te amo, de um jeito meio sem jeito, mas eu te amo. E amo muito. Odeio você algumas vezes, mas depois te amo mais. Você não pode reclamar de mim o tempo todo. Essa minha loucura, é por sua culpa. Eu não era tão surtada até te conhecer. Você me tira do sério. Eu mal sabia cuidar de mim, agora imagina o que é pra mim, toda atrapalhada, maluca, lerda e chata, cuidar de duas pessoas. Porque cá pra nós, você é bem idiota né amor? Você é tão idiota que se apaixonou por mim. Porque cara, eu nunca se apaixonaria por mim. Às vezes, quase nunca, me olho no espelho e me sinto uma princesa. Meio assustador, porque eu to mais pra madrasta da Branca de Neve. Ai você foi e me amou, e o pior de tudo, me chama de linda, de princesa, de boneca. Ai eu não resisto e falo logo “a noiva do chucky né?”. Você me faz rir demais. Me faz te odiar também. Eu sei que já disse isso, mas eu odeio a forma que me sinto presa a você. Odeio o poder que você tem sobre mim. Você é um chato. Você podia ser menos charmoso, menos lindo, menos legal, menos carinhoso. Ai eu não te amaria tanto. Odeio essa coisa de você me ter nas mãos. Porque sei lá, dá um medinho sabe? Aquele medo de te perder. Você sabe que sou meio psicopata, sou capaz de achar até que uma mosca vai te roubar de mim. Posso até ser julgada como insegura, ou paranoica. Mas eu não posso deixar o que é meu assim, livre, sem os meus cuidados. Quem ama cuida, protege. Protege mesmo. Protege das galinhas. O que está incluído suas amigas, colegas, conhecidas. Qualquer pessoa do sexo feminino que não seja sua mãe e sua irmã. Tirando elas meu querido, se mexer contigo eu viro o bicho. Você ri quando eu falo assim, acha bonitinho meu ciúme. Não acharia tão bonito se eu tivesse a coragem de matar alguém. Mentira. Coragem eu até tenho, só não tenho é uma arma. Porque eu já disse? Eu disse né? Que você ta me deixando louca? Já! claro! E repito: Você me deixou louca, desde a primeira vez que eu te disse “oi”. É incrível isso porque eu nunca fui assim, não tinha essa sabe? Essa de cuidar dos outros. Era primeiro eu, segundo eu, e terceiro, ai sim, em terceiro eu também. Porque até conhecer você, eu era egoísta demais pra pensar em cuidar de outro alguém. Por sua culpa eu fiquei assim, meio idiota, que nem você. Meio besta quando te vejo, meio boba quando percebo seu sorriso, meio sem jeito quando você me elogia. E me disseram uma vez, que o nome disso é amor. Pois é, posso ser doida, chata, insistente, bobona. Bobona, como você diz né? “Grande, grande e boba”, posso ser tudo isso e um pouco mais. Mas de uma coisa eu tenho certeza, ninguém te ama como eu. E pelos meus cálculos, esse amor não tem data de validade. Eu posso dizer, que é muito mais que amor.
É um sentimento sem fim (via vocabulares)

Sei que se eu me entregar demais, vou acabar me machucando.






Amor meu, durante muito tempo achei que seria impossível gostar tanto, admirar tanto, amar tanto alguém um dia. Me lembro de quando você me enchia o saco na escola… Lembra? Era insuportável, mas agora até que gosto. Quero que você saiba, que apesar de termos nos machucado, nos magoado, o meu coração é seu. Sempre foi. Me imagino em diversas situações com você, não consigo mais ver minha vida sem você, na verdade. Ainda tenho medo, porém acho que isso melhora com o tempo, não é? Amor… Eu vou cuidar de você, te amar, te respeitar, te fazer rir, te fazer feliz, porque te vendo feliz, eu fico feliz. Vou sempre estar com você e te apoiar nas suas escolhas. Cara, eu senti sua falta nesse tempo que passamos longe, não faz mais isso tá?
Bem, nem sei se você vai ler…Também não vou te mostrar, vai ficar aqui. Te amo.


— Vem aqui, Babi. 
— Não, não vou. 
— Vem cá logo, Bárbara.
— Não me chama de Bárbara, você sabe que eu não gosto. 
— E seu nome é qual mesmo?
— Não importa, não quero que chame. 
— Vou chamar até eu não quiser mais. 
— Chama, mas eu não vou responder, simples.
— Para com isso, vem aqui. — Ele a puxa para perto, fazendo força para que ela ficasse. 
— Não quero, tô irritada. 
— Mas é muito meiga mesmo, né? Até com essa cara de bravinha, é meiga. — Ele a rouba um beijo. 
— Para Lucas, não quero beijo. 
— Ah é? Não? Que legal. — Ele a solta. 
Ela fica o olhando, coloca a mão no bolso de sua calça e o puxa. — Vem aqui. 
— Ah agora? Também não quero.
— Vem mozão. 
— Eu não, e para de me chamar de mozão porque tô irritado. 
— Gordinho, mozão, mozinho.
— Cala a boca Babi. 
— O chatinho, bebê, vem cá.
— Fica quieta. 
— O baixinho, vem aqui, vem dá beijo. — Ela sorri.
Ele a olha de canto de olho e sorri. — Quer que eu vá?
— Claro. 
— Então tá. — Ele continua parado. 
Ela ri. — Não vai vir?
— Acha que sou fácil? Que umas palavras me ganham? Se esforça Babi.
— Ah amor, queria tanto um beijinho.
Ele prende o riso.
— Queria tanto um carinho. 
Ele continua a se controlar para não rir, ela o olha com um sorriso. Ele a puxa para perto. 
— Chata. 
— Eu?
— É, muito chata. 
— Sou nada, mô. 
— É sim, fica me perturbando. 
— Sou princesinha amor, para.
— Princesinha chata, só pode. 
— E você teimoso. 
— Me chama de teimoso mais uma vez que te solto. 
Ela fica em silêncio. Ele sorri e em um tom de sussurro diz em seu ouvido:
— Pode chamar de teimoso quantas vezes quiser, não te largo por nada nesse mundo. — E a beija no pescoço.
Afinal, não soltaria meu mundo por nada e nem ninguém. — Tua-Idiota. (via tua-idiota)